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Pax Silica: em IA, o império já não finge

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  A A      Pax Silica: em IA, o império já não finge O plano da Casa Branca para restringir o acesso à nova tecnologia e hierarquizar o mundo entre “aliados”, “submissos” e “inimigos”. O temor, diante da China. O triste papel reservado a Brasil e Argentina. A esperança que resta, nos movimentos sociais Na base espacial Starbase da SpaceX, no sul do Texas, o secretário da Guerra de Donald Trump, Pete Hegseth , apresentou uma atualização doutrinária na própria linguagem do lançamento de um produto: o Pentágono incorporaria a IA de ponta as suas operações diárias, e o Grok , de Elon Musk, seria integrado às redes militares, incluindo as confidenciais. O local do evento era a mensagem. O fato de um membro do gabinete presidencial anunciar uma infraestrutura estratégica a partir da base de lançamento de um multimilionário não é um acidente de comunicação, mas a forma administrativa da fusão. Durante anos, a hegemonia tecnológica dos Estados Unidos baseou-se em uma fi...

Os judeus que dizem não ao sionismo

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  A A      Os judeus que dizem não ao sionismo Reflexões sobre um deslocamento político e afetivo. O esforço para enfrentar as pressões da comunidade, superar o vitimismo e tornar-se antissionista. A leitura crítica dos fatos e narrativas dissidentes. A penosa superação do álibi do Holocausto Eu fui um jovem atraído pelo espírito do israelismo e hoje, aos 38 anos, chego ao ponto final da dissociação entre minha identidade judaica e o sionismo. Essa jornada pessoal, vivida também por outros judeus, não começou em outubro de 2023, mas foi certamente acelerada pelo que se sucedeu desde então. Este ensaio, dividido em três partes, trata da dolorosa, mas libertadora desconstrução do sentimento de conexão com Israel que todo judeu diaspórico aprende a sentir desde pequeno. E traz também a esperança de incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Para quem tem parentes, amigos e memórias afetivas em Israel, o primeiro sentimento após o ataque do Hamas em 7 de outubro d...

O mito que mantém o Brasil atrasado

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  A A      O mito que mantém o Brasil atrasado Como uma narrativa falsa sobre fechamento esconde décadas de desindustrialização Você já ouviu que o Brasil precisa “se abrir mais” para crescer? Essa narrativa é repetida constantemente por economistas, formadores de opinião e policy makers como se fosse verdade absoluta. O problema é que o Brasil já se abriu — e dramaticamente. As tarifas caíram de 50% nos anos 1980 para 7,5%-8% hoje. Mas ninguém fala sobre isso. E ninguém explica por que, mesmo após décadas de abertura comercial, o país continua exportando pouco e crescendo menos ainda. A razão é simples: o problema nunca foi a tarifa. O problema sempre foi — e continua sendo — a destruição da nossa capacidade produtiva. Então hoje vou mostrar por que o debate sobre “Brasil fechado” é uma cortina de fumaça que esconde o verdadeiro desafio do país: reconstruir uma estrutura industrial capaz de competir globalmente em setores de alta tecnologia. Vamos mergulhar! O ...